Eu não consigo respirar
Meus alvéolos pulmonares não alimentam mais
Meu sangue está morto, coagulado!
Não há vida, apenas esse vivido mortificar
Meu coração bombeia um líquido negro
Minha alma não reconhece mais meu corpo
Seria eu um cadáver em decomposição?
Um fantasma no umbral?
Morto, eu sei. – um coração birrento tenho
Porque ele não para, porque a morte foi incompleta comigo?
Alivia-me saber que a morte virá terminar seu trabalho
Enche-me de paz a idéia de como será minha tumba.
Minhas sinopses não conduzem energia
Mesmo assim minha mente pensa nela
Meu fôlego está perdido
Paradoxalmente vivo com a decepção dessa terrível amante.
Lacrimejo angustia, ácido sulfúrico
Em carne viva, trincheiras pelo meu rosto pálido
Aflito eu me perco na pós-morte
Falecido eu ainda sinto a traição...
4 Delírios:
A morte em vida... As vezes é assim... Esta esta a se aproximar de mim...
Um morto vivo,um zumbi...quando não há mais motivo para viver,nada resta além de morrer.
Parabéns pelo poema.
Cara, tu precisando publicar esses poemas e textos hein...
Quem sabe a gente não junta os nossos e faz um compilado?
Você não estava andando no século XIX e tropeçou num portal não, Felipe? :-) Deveras oitocentista que tu és. Amo o Romantismo também, mas em nome de mim mesma decidi não chafurdar nele. Ensolarar é tudo. :-) Quanto ao texto, recomendo evitar muita mistura da prosa na poesia; busque cortar palavras. Beijos e sucesso!
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