E Já não vejo no meu peito morto, um punhado sequer de murchas flores! Álvares de Azevedo ╬ Nothing Has Sense ╬

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sina




Eu sento e desfaleço
Morro adormecido em meu corpo
Minha alma dói
Angustiada ela geme

Meu vazio me dói
É a sina que me mata
A morte em vida
O desespero no âmago

Minhas lagrimas
Ocultas caem
No secreto eu sinto
A resignação que me escraviza

A vida apartou-se de mim
Mas a morte está deveras atrasada
Estou na penumbra do nada
Na fria tristeza do vazio

sábado, 31 de outubro de 2009

Atormentado pela existência


Porque ainda tenho esperança?
Porque você não me deixa?
Oh! Morte me torne envolto
O véu negro do descanso eterno.

Só no nada, só no vazio
Encontrarei minha salvação
Salve-me morte:
Da terrível esperança!

Tão sedutor se torna seu beijo
É dessa frieza que minha alma clama
Bela Morte! Me salva!

Sua recusa ao meu pedido
Continuar vivendo é minha ruína
O inferno de não ser respondido
Castigo me deixando aqui.

Nesse mar de dor e contrição
Me de a verdadeira vida!
Se achar graça aos teus olhos
Se sua benignidade me alcançar
Leve-me, oh morte!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Redenção


Musica fúnebre na realidade ilusória
Procissão lenta
Carregando meu caixão
Minha própria ruína...

Sonho com o úmido tumulo
Em que descansarei
Minha carne oprimida terá sua recompensa
A recompensa de nosso sofrimento...

Sofrimento na existência
Apodrecimento sublime
A vida real...
Porque só aniquilado terei paz.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Performance


Faces estranhas
Olhares indiferentemente sádicos
Expectativas...

Vamos, vamos... Atue!
Pode ser com mentira
O que vale é o desempenho
O que vale é quanto tempo você vive sua mentira!

Performance!
Venda sua imagem
Abandone sua identidade
Aparente ser!

Atue!
Talvez no final só reste uma carcaça vazia
Para outro infeliz usar

Ser solitário é ser você
Ter “amizade” é manipular

Vamos, seu infeliz
Vamos!
Quero ver sua performance

Vida escrota
Existência solitária
Meu valor desconhecido
Nas belezas esbeltas da falsidade

domingo, 13 de setembro de 2009

Desconcerto


... Suspiros rompendo meu silêncio
Expressões mais exatas
Da resignação interna
Da angustia e lamento...

Transitando por caminhos desconhecidos
Sendo estrangeiro no lar
Morrendo nas cinzas do fogo de outrora
O desconcerto...

Palavras ao vento
Meu ser anda...
Resignado no sofrimento...

Agora fraco eu estou
Sem minhas ilusões
Sobrou somente...

... Suspiros rompendo meu silêncio ...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Essência de sangue

Não é poesia é sangue!
Um pedaço de mim...
Memória escrita com dor
Essência vivida no papel...

Angústias transportadas
Realidades enfrentadas...
Não é papel é escuridão!
É a escrita do rosto...

Resquício de liberdade...
Extorquido pela humanidade...
Estou fluindo na penitencia...
Do castigo de viver...

Com adaga sou ferido todos os dias
São seus olhares de desprezo...
De qualquer maneira me mantenho...
Com o pouco que guardei...
O sangue que agora você bebe!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Desvencilhar-se




Destruído a cada passo
A cada ilusória esperança
Na dor meu ser envolvido
No choro minha alma absorvida

Na amarga rejeição
Aquela do coração
Mesmo sem querer
Matando toda afeição...

Seria de todo bom se...
Esperança não existisse
Amor não chegasse
A morte me levasse!

Dói-me o meu amor
Agoniza minha dor...
Reprime meu clamor...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Seu Jogo




Levemente levado por suas mentiras
Beba, é meu sangue que saboreias
Teu prazer é minha ruína
Docemente levado...

Conduzido e entregue
ao ultimo ser que me toca
a ultima alma que entende
o meu ser, a matéria que encarno

Eu penso em correr!
Meu coração sangra, não respiro
Mesmo aqui na escuridão
Pelo menos algo de real tenho, seu feitiço!

Feitiço esse, um abismo
a força que arranca meus prantos
a face tingida em desprezo
a dor nos meus olhos vermelhos

Por entre demônios e uivos
Cansado do fardo
Fugir é ainda sentir
Beba, beba! Antes que eu acorde mais uma vez!

Leve tudo de mim! mate o vício
viola este corpo, este sangue esta mente
tire o ósculo da boca dormente
tire a vida de um ser vagabundo

Leva-me! Quero ir ao encontro dela...
Consuma meu fôlego... Mas, Leva-me!
Nos braços da morte
Não há nada mais pelo que viver...

Assim, enterro-me nas cinzas
dos meus próprios sonhos, as cinzas!
Porque vejo nessa úmida tempestade
Meu único lar!
Poema feito em parceria com Aмbзr Girℓ

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Caim



Não tenho a marca de Caim
Nenhum crime cometi
Mas carrego sobre mim, maldição...
Desprezo sobre minhas costas!

Múrmuros aos meus ouvidos
Olhares de repulsa sobre mim
Nenhum crime cometi...
Maldição que me abate!

Sem estima, sem direito...
Só! Desconsolação corroendo meu ser
Meus sentidos amortecidos
Minha visão ofuscada...

Andarilho solitário nas noites
Manifestação exata da solidão
Rejeitado, faminto de afeição
A dor no peito que nem o poeta traduz!

Envolto em contrição minha alma caminha
Meu coração dói...
Sem crimes, mas amaldiçoado
Minha integridade é a rejeição que agora sinto!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Insulamento


No desprezo, na solidão
Meus olhares se perdem na selva
Seiva esvaecendo de mim
Tornei-me experiente em lidar com a indiferença...

Quando se está sozinho...
Quando sua companhia não é boa o suficiente...
Quando você não sente o outro lado...
Quando, quando, quando...

Ainda existe alguma coisa viva em mim?
Porque me sinto morto...
É como me tratam!
Esqueceram-me de dizer que morri...

Eu choro lamentando...
Cada pessoa é um epitáfio de minha inexistência
Às vezes recebo flores!
Mas, logo murchas pelo esquecimento

Percorro esse caminho frio e escuro
Somente silêncio, somente minha rejeição
Estou no mundo dos mortos...
Alguém me traga de volta?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Desventuras


Não sei para que vivo!
Porque estou aqui a respirar
Minha alma já foi embora
Meu fôlego a flutuar
Só meu corpo aqui a perambular...

Oco por dentro!
Rapaz sem alento...
Olhar sem fundamento
É tristeza com lamento...

Lagrimas de desventuras
Das misérias da existência pura!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Bruma


Está escuro lá fora...
Não há luz para guiar
Somente passos amendontrados para percorrer
Flagelos do remorso...

Estou com frio
A paz me abandonou
Estou completamente sozinho nesse fardo
Tudo desmoronando!

Um tolo, trevas, um tolo desponta
Abatido pelos erros
Trevas que me acolhem
Frio na espinha...

Sem perspectiva
Privado de paisagens reconfortantes
Com o direito somente de chorar e lamentar
Pelo menos ainda sim sinto quem sou...

Tão linda é a morte
Seduzido estou pela foice que reflete a luz negra
Oh! Atos me matam...
Mas, somente a morte que me liberta...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Caminho de Morte


Peito apertado
Escuridão envolvendo devagarzinho
Predador alcançando sua vitima
A sina da selvageria

Pelos arrepiados
Sensação subindo pela espinha
Antigos fantasmas esquecidos
Trazendo a maldição do existir...

Uma gélida, rápida e ofegante respiração
Negando ser mais um desses...
Esquecido e amaldiçoado
Privado do calor do afeto...

Grita aos céus
Está privado de amar
Não pode sequer tocar
Deus, não pode nem comer como animal...

Não há o que matar
Não há mais o que morrer...

Mais um fantasma
Pisando a terra que traz vida que não pode ter
Nas ruas que trazem pessoas que não pode conhecer
Na casa chamada lar que não pode espairecer...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock


Hoje é dia mundial do rock e gostaria de saudar todos os rockeiros espalhados pela internet. É claro que quando falo rockeiro me refiro também as infinitas vertentes que tal estilo criou.

No final dos década de 1960 e início dos anos setenta, o rock desenvolveu diferentes subgêneros. Quando foi misturado com a folk music ou com o blues ou com o jazz, nasceram o folk rock, o blues-rock e o jazz-rock respectivamente. Na década de 1970, o rock incorporou influências de gêneros como a soul music, o funk e de diversos ritmos de países latino-americanos. Ainda naquela década, o rock gerou uma série de outros subgêneros, tais como o soft rock, o glam rock, o heavy metal, o hard rock, o rock progressivo e o punk rock. Já nos anos oitenta, os subgêneros que surgiram foram a New Wave, o punk hardcore e rock alternativo. E na década de 1990, os sub-gêneros criados foram o grunge, o britpop, o indie rock e o nu metal.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock

Como estamos num dia especial, gostaria de apresentar uma banda de Gothic/Doom Metal chamada Draconian. É uma banda com um som muito bom, vou colocar a tradução da letra de uma música deles e o link para quem quiser baixar essa música.

The Cry of Silence (Tradução)
Draconian



Morrer No Silêncio

Encheu-se com dor...
Deserto interior enternecido pelo orgulho,
devorado pela solidão, silêncio
envolvido no tempo.
eu estou fluindo dor...

Prendendo a mim mesmo numa
suspeita passada...
e morrendo aos poucos na poeira...
a poeira de minhas lembranças abandonadas.
Matado com a adaga da vida...!

Desta maneira, um esquisito orgulho
em meu sofrimento...
Sozinho, completamente sozinho
com os
rios de emoções de minha alma...
tão real, tão puro... porém deixado de lado.
Emaranhado em medo... sem esperança.

Extorquido pela luz do mundo...
Desprezado, deixado para trás e
deprimido...

Eu fui verdadeiramente abandonado
sozinho,
Mas de qualquer forma... de
qualquer formaisso me faz sentir que minha solidão
é uma vitória
sobre a minha própria desilusão de alegria... e felicidade.

Meu coração bate rápido,
a angústia torna-se clara
e minha visão misantrópica torna-se
forte.
Vivendo nas sombras...
tão orgulhoso de ser um,
mas desesperado...
tão desesperado por uma mão amiga.
Eu quero realmente viver esta vida?

Eu tenho mil razões para morrer,
e milhões de lágrimas para chorar...
no silêncio.
A praga humana tem esvaziado
minha vida,
e amaldiçoou o dia que eu nasci...
para este mundo.

Silêncio, ninguém além de mim
sempre quer ser...
e ninguém além de mim pretende ser...
Porque ninguém além de mim
pretendeu ser!

Eu preciso, eu quero, eu desejo
minha retribuição...
Eu preciso, eu quero, eu anseio
por minha retribuição...
Eu quero minha retribuição... eu
quero-a agora!

União; uma reunião de feridas abertas,
de escuridão... escuridão de espíritos limpos...
Que sonho... que sonho tão
distante!
Porque eu devo... porque eu devo
ficar sozinho.
Quando eu amo... quando eu amo
minha fraternidade?
Devo morrer... devo morrer para
ser livre?
Quando eu choro... quando eu
choro no silêncio...
Então, por favor deixe-me morrer
no silêncio...
Oh meu Deus! Deixe-me morrer
no silêncio!


Draconian, um album deles que achei na net, para baixar clique aqui.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dormência Entorpecida


Sufocado por esse momento
Sangrando e escorrendo...
Lágrimas misturadas a sangue!
Insegurança que corrói

Ambigüidade de sentimentos
Feridas sem tratamento
Um olhar a tempos distante
A própria perplexidade...

Suspiros dissipando-se ao nada
Tristeza, tristeza que me segui
Integridade sofrida
Pesar no âmago...

Coração amedrontado
Maldição silenciosa essa...
Meu torpor penitente

Essência que se agita
Terremoto aqui dentro
Preciso voltar a sentir meu ser, pois...
Amordaçado estou nessa dormência entorpecida...

sábado, 4 de julho de 2009

Inércia



Estando à deriva
Barco sem vela
Solitariamente navegando sem direção
Acompanhado das minhas vivencias...

Aqui dentro existem medos
Minha condenação é passar sozinho
Enfrentamento diário do meu interior
Da incompreensão que existe lá fora

Envolto pela melancolia
Absorto pelo luto de minhas maldições
Repetindo todos os dias o mesmo caminho
Uma fantasia que acredita estar vivo?

Necessito encontrar uma saída
A vela para meu barco necessito levantar
Mas estou encalhado
Nesse momento passageiramente eterno...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Morador da rua do vazio



Uivos na escuridão perdida em mistério
Neblina densamente ofuscando...
Botecos com seus freqüentadores
Uma noite fria!

Por entre as ruas, outrora aqui as carruagens
Eram esbeltos cavalos imperiais...
Agora só mais uma espaço
Em que as trevas se recolhem...

Andar encolhido, mãos nos bolsos...
Passos lentos, pensamentos precipitados
Respiração ofegante...
Uma alma adormecida na tristeza...

Percorrendo o caminho dos tempos gloriosos
Dos nobres, suas carruagens, e seus cavalos
Tal qual esse nostálgico passado
O maldito está na peregrinação interna de seu sofrer...

Dor, dor azeda e angustiante
Se tivesse tão somente o nostálgico momento...
Oportunidade saudosista de querer de volta
Mas, nem isso o vulto tinha para sentir...

O amanhecer dissolve as trevas
Homem sem nome se dirige a sua casa
Aquele que ainda não se manifestou
Morador da rua do vazio numero 0.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

... indo ...



Penumbras no espaço ocupado
Sentimentos agitadamente torpes
Exatamente nessa realidade vil
Na escuridão escurecendo...

Entorpecido no envolto do luto
Ilusão, luz que esvanece
Esperança que grita
Coração que anseia...

Escorregando, distanciando cada vez mais
Aniquilamento devagarzinho
Sentado balançando as mãos
Adeus, lá vai...

Nostálgica existência...
Tristeza, mas também indiferença
Tristeza do indo
Indiferença por querer, mas desejar libertar!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Anátema sonolência


Desfigurações em torno de meus olhares
Encolhimento de uma alma esquecida
Desprovido de todas as palavras efémeras
Nenhum eufemismo para Abraçar-me!

Aqui somente a dura existência
Ali, só!
Levando no âmago a suave dormência da morte
Carregando no peito a maldição!

Sozinho na companhia deles...
Faces ocultas na desfiguração aflitiva de minha percepção
Mas estranhamente tenazes em escoltar-me...
Seus aspectos sombrios
No meu peito a perturbação...

Se estiver lá, se estiver aqui...
Vazia presença ao meu lado
Eles aqui há me prender
Abatido no meu ser!

Passos de arrasto no chão
Atrito do solo com ninguém
Quando tocarei?
Quando chegará o meu tempo?

Caído nos braços da morte...
Esperando meu momento
Oh! Não me deixe dormir! (Alguém que escute meu clamor!)
Porque se dormir acho que não acordarei mais!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Epitáfio


Letras em pedra
Palavras e frases na pedra estranha
Elogios, expressões honrosas
Sentimento paradoxial as frases.

Atmosfera escura ao meu redor
Luto envolvente nos meus pensamentos
Faculdades do sentir entorpecidas
Lagrimas presas no peito!

Epitáfio de minha lápide
Palavras presas sobre meu túmulo
Sozinho, somente com as palavras
Quero sentir vida mais uma vez...

O vento sopra sobre as árvores
Os pássaros cantam
O sol brilha, as crianças brincam
Para mim, a eterna noite...

Por fim estou aqui
Despertado nesse pesadelo eterno
Na angústia penetrantemente aguda...
Será que algum dia retornarei?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Esvaecer


Todos perdem às vezes o chão
Comigo não está diferente agora!
Perdido no lar...
Estranhando a própria habitação.

A onde estou?
Quero me achar de novo...
Ensurdecedor a perdição em mim
Angustia arrastando-se por entre labirinto interior...

Há uma dor que não sara
Um choro sem lágrimas
Uma boca seca, mãos suando frio
Olhos distantes e uma alma envolta na realidade cinzenta...

Precipícios me são apresentados
Persuasão do ser meu, insistindo em como tudo acabará...
Será uma resignação?
Tristeza que me faz contorcer aqui...

Outrora livre e em campo aberto
Presentemente dentro do cubo escuro do medo
Argüido em minha espontaneidade
Ardendo nas entranhas para despejar mais...

Talvez seja aqui o fim
O vácuo eterno e sem elo
A ação esquizóide
O ir sem ser recebido...

Triste fim é esse
Mascarar o legitimo
Reprimir o anseio...
Por fim só me resta vagar para algum lugar...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Imo




Envolto pelas trevas
Umidade da gélida realidade
Trovões, um comodismo mórbido e demoníaco
Canções de morte nos meus ouvidos...

Sem lua, sem estrelas...
Chuva lá fora
Sentado, permanecendo imóvel
Teias de aranhas avançando pelo meu corpo...

O silêncio, meu único valor
Direito que possuo
Transcendental momento esse...
Instantes que me sinto fora desse Hades...

Sentado num espaço de meu cômodo
Mas, não estou aqui...
Avancei para o mundo das ideias
Para a utópica realidade que desejo...

Aqui no meu mundo
No âmago escuro dos fantasmas
Compartilho com eles minha dor
E adormeço no sono de minha tristeza...

Adormeço aconchegado
Acolhido pelos meus anelos
Durmo o sono que minha integridade me dá
Esperando as novas tempestades...

terça-feira, 26 de maio de 2009

O Vampiro e a Donzela. Parte I - "O lamento de um Vampiro" Parte II "O refulgir da Donzela"



O Lamento de um Vampiro (Parte I)





Sinto sua falta...
Falta-me sua companhia
Aquela que traz alento
Agora somente tento lhe sentir...

Sinto falta de lhe amar...
Falta-me sua face
Aquela que deslizo meu carinho...
Agora somente o vácuo afago!

Nos meus sonhos você aparece
Mesmo assim não alcanço você...
Sua face eu não conheço
Apenas uma assombração do meu anelo!

Seria capaz de esperar a eternidade
Para poder contemplar seus olhos
Eis que na eternidade eu me lanço
A morte já não mais me vence!

No meu desejo você está
Suporto o fardo todas as madrugadas
E no alvorecer, solitário me recolho
Esperando você!

Abandonei a luz por você...
O sangue que me alimenta é o vigor amaldiçoado
A vida escorrendo pelos meus lábios
Porque estou morto sem você!

Sou um vampiro...
Nas frias e nebulosas noites esperei pacientemente
Mas, você insiste em não aparecer
É insuportável essa sua ausência...

Sou privado do alvorecer
Vivo no limite do crepúsculo
Aparece donzela minha
E seja minha aurora na eternidade!
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O refulgir da Donzela (Parte II)





I – Donzela:
Eu sou sua luz
Sou há mais intensa vida em sua morte
O contato com todo inefável prazer...
Sua donzela...

Nem as trevas te serão escuras
Estou aqui refulgindo
Dentro do mais profundo abismo
No fôlego irredutível de nosso amor!

II – Vampiro:
Oh! Donzela que surgiste nas minhas mais escuras noites
Nos meus pesadelos mais profundos
Dos monstros mais assustadores
De minha desesperança...

Sinto teu corpo
Teu cheiro, tua pele macia e suave...
São favos doces que se derretem em meus lábios
O sabor permanece em cada extremidade do meu ser.

Outrora vivera amaldiçoado na eternidade
Dos momentos escuros e contritos
Eram lágrimas de um cadáver sem vida
Inanimado, tendo como essência o vazio...

III – Donzela:
Oh! Tu que trazes boas-novas ao meu coração desacreditado
É dos teus dons que mais me delicio
Da eternidade que me ofereces
Porque sua eu desejo ser...

Fazer de momentos mais do que momentos
Tocar-te a cada por do sol
Teus lábios carnudos beijar
Desejar-te na ardência do meu amor.

Eu e tu...
Meu amor é seu para todo sempre
Seu amor é meu
Nós pertencemos um ao outro...

IV – Vampiro:
Sinto a vida retornando ao meu ser
Maldição se tornando uma benção
Eternidade! Eternidade!
És agora minha eterna eternidade!

Dantes no fardo da existência maldita
Agora na brisa vivaz de sua companhia
De sua intocável e imaculada formosura
É que fui despertado...

Abdiquei do mundo dos vivos
Petrificado na morte, esperando-te
Agora me despeço de sua bondosa cobertura
Oh! Minha fiel companheira de contrição...

Desamparado pelo envolto da morte
Correndo para ti, somente para ti donzela minha
Preparado estou para envelhecer
Porque estou do seu lado!

V – Donzela:
É aqui meu amado
O começo da nossa vida
E da morte não temeremos
Porque nosso amor sempre existirá...

A lua nunca será testemunha posteriormente
Da história de amor aqui por nós vivida
O encontro da donzela solitária e sorumbática
Com o vampiro atormentado pela solidão eterna...

VI – Vampiro:
Livre de meu torpor
Torno-me frágil e peregrino aqui
Porque o que me importa é te sentir
Sentir porque eu te amo!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Alvedrio


Caminhos que se apresentam
Rotina que se sente
São os sentimentos tortuosos dentro de mim
A repetição eterna

Distantemente perto das relações
Entorpecido e alucinado pela minha ignorância
É tudo tão pesado...
Angustia forçando-me para baixo...

Não sei se quero resistir...
Mais fácil é ceder
Na morte não há mais dor
Somente o silêncio indiferente!

Por favor, me de razões para não ceder...
Porque ceder é o melhor a fazer
É a fuga desse inferno que se repete
Dessa triste existência

Já não sei se quero essa vida
A morte me parece tão tentadora
As lagrimas tão nutritivas
Só necessito tirar a ultima gota de vida de mim...

Da companhia dos mortos necessito
Da voz que esmoreceu na cripta
Os túmulos escritos
Descanse em paz!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Poema de aversão


Em fila indiana
Passos iguais numa ditadura do padrão
Vazio exposto na falta de sentido
Na tarefa vã...

Feridas escondidas
Sorrisos falsamente disfarçados
Mais uma morte
A morte da integridade...

Sistema primitivo, mas ainda usado
Angustias, emoções turbulentas
Um suicídio ocorre ao meu lado
É o desgraçado que sentia sua alma roubada

Onde está minha alma?
Não quero coloca-lá a venda
Entregar o que tenho de melhor?
Nunca, jamais...

Os dias passam em nossa “evoluída” sociedade
Deslocado nessa “realidade” em comum
Mais vejo rebanhos! Sim, rebanhos...
Gados de roupas, fazendo as mesmas coisas...

Na contramão eu ando...
Quero momentos humanos
Quero amor...
Quero amar...
Alguém a fim de ser humano?

O homem se tornou tão racional,
que sua racionalidade se tornou sua irracionalidade.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ajoelhado aos teus pés, estou rogando que me escute no sopro dos sete ventos, meu grande Exú Rei das Sete Encruzilhadas.

Com a força do teu garfo que carregas nas costas e da cruz do teu peito, eu humildemente peço que tenhas vidência das dores que trago no peito aflito.

Rei das Sete Encruzilhadas Exú dos sete caminhos, senhor rei das Sete Encruzilhadas de fé, sepulte nas sete catacumbas os nossos problemas e tristezas.

És um lindo homem, um cavalheiro, andas descalço com tua linda capa de veludo, a gargalhar pela noite, venceste sete guerras, vença pelo menos uma para mim, se eu merecer pois estou em desespero.

Rei das Sete Encruzilhadas, conheces as dores e angústias do mundo onde tu vivestes, amaste, sofreste e foste humilhado, mas hoje carrega a Coroa dos infelizes e essa coroa quem te deu foi a misericórdia de pai Oxalá, nos pés de pai Olorum.

Rei das Sete Encruzilhadas, coloque debaixo de teu pé esquerdo o nome dos meus inimigos, livrando-me das invejas, calúnias e dos olhos grandes. Põe no meu coração o perdão e a justiça, para me reconhecer e me corrigir das minhas faltas.

Lindo homem de cabelos negros e olhos de cristal, perfuma a minha vida com o perfume das sete rosas vermelhas.

Atenda meu pedido, te imploro Rei das Sete Encruzilhadas, pois sei que os teus protegidos, tu jamais desampara.

Rei dos sete mistérios, carregas as sete chaves do destino, abra os meus caminhos e me faça feliz, pois contarei sempre com a sua proteção, agora e em todas as horas de aflição.

Saravá Rei das Sete Encruzilhadas

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mortos Vivos



Espectros compenetrados em suas penitencias
Cheiro de tristeza na atmosfera purgatória
É o mundo onde estou
Aquilo que chamam de vida!

Vultos indefinidamente distorcidos
Passos rumo ao vão
Realidade vil
Petrificando almas

Gélidas paisagens convivem
Os já abandonados fantasmas vivos
Atordoadamente carregando seus cadáveres...
Acompanhados da melancólica solidão!

Estrangeiro sem lar
Perdido no mundo dos vivos
Morto agonizando
Morto – vivo buscando seu mundo...

Experienciando dois mundos opostos
Habitando no vazio do nada
Lagrimas de sangue coagulado
No mundo dos vivos, mas morto...

Sem lar, sem mundo...
Sombras ignoradas e desconhecidas
Alentadas pela escuridão
No mundo da contrição!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Aqui dentro...

Aqui se encontra mais uma vez
Os inseparáveis amantes...
O poeta e seu papel
Ou a caneta e o papel!
Que seja...

Aqui está mais uma vez
A nebulosidade da existência
O esmorecer da luminosidade
O contraste do recipiente
O esvair-se outrora cheio
É o vazio!

Aqui dentro está a dor
O resultado da perda
O vazio ficou!
Paradoxo de dor e alegria
Vazio é o que me sobra
Não posso perder!

Aqui nessa gélida noite em meu ser
Frio e escuro
Tenebroso e mórbido
Reconheço somente meu vazio

Aqui nessa conjuntura plácida
Sozinho e lançado diante da minha realidade
Considero meu vazio minha única integridade
Minha única essência...
Desfiguradamente existindo e sendo somente...
Recipiente das ilusões que acredito tenazmente!

sábado, 18 de abril de 2009

Sombras dessa Existência


Pensamentos que se perdem
Olhares distantes
Um sentimento estranho
Suspiros permeando meu momento...

Como passageiro eu me encontro...
Eternidade do momento
Longe do lar desconhecido!
Inverno e chovendo aqui dentro...

Movimentos lentos
Enferrujado pela paralisia desse momento
Saudades de momentos anônimos
Momentos que nunca experimentei.

Nessa neblina fria dos meus dias
Sou mais um caminhante
Mais uma história
Mais um olhar distante a procurar...

... A procura de algo
De alguém?
Para preencher o vazio aqui dentro
O choro dentro de mim

Meus sorrisos doem
Não está tudo bem!
Dói abafar meu coração
Permanecendo nas sombras dessa existência...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Torpor



Sobre o peso de mais uma noite
Gélido e amortecido na alma
Sorrisos em cada trincheira e esquina
Paradoxo do estar presente!

Sensação de entorpecimento
Indiferença nos quatro cantos
Não me sinto mais daqui
Um rosto que agora me cative...

Sinto necessidade de sangue
De conhecer a vida novamente
Saboreando em meus lábios
Ludibriando a morte eterna!

Preciso de seu sangue
Sou um morto caminhando entre os vivos
O exemplo claro de penumbra
Amaldiçoado na eternidade desse momento...

Tristeza me massacrando
Pesar do luto
Da morte constante
Da alma em lamento...

Quietamente agitado no meu mundo
Um objeto estático, sem estima
Apenas um cadáver
Um morto que não faleceu...
Corpo sem fôlego
Farto de tristeza e pranto!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O lamento de um vampiro


Sinto sua falta...
Falta-me sua companhia
Aquela que traz alento
Agora somente tento lhe sentir...

Sinto falta de lhe amar...
Falta-me sua face
Aquela que deslizo meu carinho...
Agora somente o vácuo afago!

Nos meus sonhos você aparece
Mesmo assim não alcanço você...
Sua face eu não conheço
Apenas uma assombração do meu anelo!

Seria capaz de esperar a eternidade
Para poder contemplar seus olhos
Eis que na eternidade eu me lanço
A morte já não mais me vence!

No meu desejo você está
Suporto o fardo todas as madrugadas
E no alvorecer, solitário me recolho
Esperando você!

Abandonei a luz por você...
O sangue que me alimenta é o vigor amaldiçoado
A vida escorrendo pelos meus lábios
Porque estou morto sem você!

Sou um vampiro...
Nas frias e nebulosas noites esperei pacientemente
Mas, você insiste em não aparecer
É insuportável essa sua ausência...

Sou privado do alvorecer
Vivo no limite do crepúsculo
Aparece donzela minha
E seja minha aurora na eternidade!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Transeunte


... É minha resignação
Não tenho o que fazer
Nada a lutar
Somente a aceitar...

Vida estranhamente vazando
Caminhando entre os espinhos do meu luto
Vozes de blasfêmia
Fôlego esvaindo!

Sinto peso no meu peito
Meu coração agora é de pedra!
Gélido e petrificado
Pela dor que insiste em me prender...

É minha resignação
Meu fardo solitário
Meu choro disfarçado
Meu sorriso forçado...

A tortura de ter que abrir os olhos
A árdua realidade de mais uma manhã!
Estranha sensação de passageiro
Sem lar, sem afago...
Estou simplesmente passando!

sexta-feira, 27 de março de 2009

A menina e o "fantasma"



A menina sentada escuta como que batidas levemente no vidro de sua janela. Abre, são somente galhos de uma velha arvore, um calafrio passa por suas costas e fechando a janela sobe o reflexo do vidro avista um rapaz, pálido, mas como que realizado em a ver, esse rapaz? Eu!
A menina hesita, ela pára de tremer por um instante. Seria um vulto? Um presságio maligno a circundar-lhe a vida? Haveria de ser a morte lá fora a sua espera? Ela não sabe. A indecisão apodera-se da fronte aflita. Um peso nas pernas parece mantê-la fixa na cadeira na qual esta reclinava, a ler um romance velho. Lutando contra o entorpecimento do pânico, ainda assim, levanta-se.
O ambiente outrora tranqüilo se torna pesado e misterioso. A cada passo hesitante em direção ao rapaz era uma badalada do sino de sua própria morte? A face do rapaz é serena, mas tudo que a menina consegue enxergar é uma face distorcida, algo amendontrador e irônico. Seus pensamentos viajam e voltam para esse fato em segundos. Ela se lembra da angustia de ir ao enterro de seu próprio noivo, prometido de casamento, a luz de velas não permitem que ela olhe com mais perfeição seu rosto, mas seus sentidos, seu amor a diz que é ele. O rapaz então se dissipa e reaparece no corredor onde dava sempre na sala.
Quem és tu? Ela não falara. Sua voz permanecia trancada nas paredes de seu peito, apertado. A mão crispada apertou a garganta como se pudera extrair com a pressão o som de sua própria voz. As cortinas da janela subitamente agitaram-se, como se um redemoinho de vento estivesse prestes a adentrar a alcova. Ninguém a ouviria. A essa hora todos dormiam. Os criados, na cocheira, muitos distantes da casa. Era só ela e aquele rosto.
Ela então ouve sussurros, são sussurros dentro de sua alma, ela ouve risadas, ouve lamentos, mas ouve risadas. O rapaz não permite que ela chegue muito perto, no entanto olha para ela fixamente como se olha para uma obra de arte que se foi perdida. A intensidade de sua curiosidade não lhe permite ficar parada, ela se achega mais perto e o rapaz desaparece e reaparece mais um bocado de distancia como que conduzindo ela. Onde será que ele a levará? Será uma armadilha? Algo que o mal planejou essa noite para ela? O rapaz continua parado, olhando, seu olhar é assustador, mas ao mesmo tempo totalmente bem-vindo, é inefável a sensação de sua alma.
Estava à sua espera. Era evidente. Seus passos pesados a levam para perto daquela visagem. O vestido branco que usara para recolher-se se agita na brisa do corredor como uma rajada de bruma leve a acompanhando. E o espectro, a sumir e a reaparecer no corredor, chamando-a como se fosse música atraindo sua alma. Suas mãos deslizam na parede de pedras, e ainda que corresse numa ânsia de tocar-lhe e saber se era real, não conseguia.
Era um momento confuso e assustador, no entando sua alma parecia saber exatamente o que estava ocorrendo. Em segundos quando suas pálpebras nem se fecham totalmente o rapaz como um relâmpago se coloca na sua frente na distancia de um beijo, a menina cai no chão assustada e fica dividida em seus pensamentos. Quem será ele? Retoma suas forças e corajosamente toma seu vestido e sai quarto a fora, o rapaz então vai aparecendo e reaparecendo, conduzindo ela até o pátio de sua casa. Estava frio e o vento era a única testemunha dessa acontecido. Então, o rapaz olha para cima como se algo estivesse vindo, a menina percebendo o desvio de seu olhar também levanta os olhos para ver o que o rapaz estava visualizando. Era o vento trazendo um pedaço de papel. Ele então olha novamente para ela e pela primeira vez mostra um sorriso. O papel chega diretamente em suas mãos como se o vento tivesse vida própria, ela se assusta quando lê o que nele estava escrito, como se não pudera acreditar, era um fragmento da bíblia: "Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura" Cantares 8:6
Ele sumira. Perdera-o mais uma vez. Ainda estava longe do calor da aurora. Temia não vê-lo. Talvez com o romper do dia, jamais teria tal sorte novamente. Tinha de segui-lo. No afã da incerteza, como algo resgatado no fundo de sua memória, fora tomada pela coragem. Àquela hora cruzou o pátio, a buscar o cavalo que o amado usara. O andaluz negro parecia agitado, furioso a debater-se nas rédeas.
Estava certa de que o animal pressentia. Seria capaz de levá-la ao encontro dele?
Até um ponto da estrada ela estava conduzindo o animal perfeitamente, mas, num momento ela começou a perceber que o animal estava rápido e não respondia mais suas ordens, ela começa a chorar, suas mãos estão suando frio, sua boca está seca. O cavalo do seu amado parece estar correndo com saudade do próprio dono e aparentemente esquece-se da donzela sem experiência para cavalgar, apenas 17 anos tinha a menina, o animal pega uma estrada que leva somente a um lugar, o cemitério! Chegando lá, o cavalo volta a si, como se antes estivesse possuído por alguma força. Ela adentra o cemitério e vê a tumba de seu noivo. A lapide estava rachada, ela olha para a lapide, olha o cemitério todo e ajoelhada chora a falta de seu amado. Ela então observa o rapaz adentrando a própria terra, era seu amado? Ela então começa a cavar chegando até seu caixão. Estava lá seu amado, de olhos abertos, de volta da morte, pois o amor o trouxe de volta.
Eles então olham para a lapide rachada e lá está escrito o mesmo versículo trazido no papel pelo vendo: "Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura" Cantares 8:6
Autoria de:
Felipe S.F Rodrigues - Nothing has Sense
e
Amber Girl - Blog Suicide Virgin

segunda-feira, 23 de março de 2009

Doce Desesperança


O grito no silencio
Quem escutará?
Minha essência perdida no nada!
A voz de resposta
Meu próprio eco...
Minha própria desilusão!

Estou cansado dessa mentira
Quando meus momentos únicos
São fantasias nostalgicamente insanas
Apodrecendo estou indiferentemente na realidade...

Preciso tocar
Preciso respirar
Oh! Preciso ressuscitar...
Meu coração precisa bater

Ouço a voz do silencio
Seu murmúrio doentio
Sensação de perdição
Morto mas achando-se vivo!

Preciso viver!
Desesperança essa que me corrói!

Oh! Doce desesperança
Aceito sua volúpia
Intensamente mate
Desventurada é minha esperança
Trancafiando-me pra viver!
Quem está morto nada perde
Faze-me um morto-vivo...
Sobe sua volúpia
Oh! Desesperança!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Melodia

Na melodia dessa noite
Saudades eu tenho
Anseios e desejos aparecem
Que música é essa que toca?

Seu som é morbidamente baixo
Suas batidas penetram minha alma...
Sinto calafrios
Música fúnebre?

Alguém me arranque daqui...
Alguém me tire desse caixão
Dessa artificial realidade
Dessa morte na vida...
Alguém, por favor...

Nem no meu velório
Estão meus amigos...
A música parece tocar por si só
A onde estou?

Estou dentro da minha consciência;
Um lugar que se tornou cemitério...
Sepultado está meu...
Sepultados estão meus...

Abro os olhos...
Estou no silêncio do meu quarto
Fui levado pela nostalgia
Para a realidade triste do meu ser!

domingo, 15 de março de 2009

Cheiro de Morte


Estou a sete palmos
O ar não chega mais aos pulmões
Insisto com a ilusão que estou vivo
Tudo é um sonho?

Eu não tenho pra onde correr
De fora, sou mais um
Mas, eu sei...
Somente eu sei como estou por dentro!

O cheiro apodrecido da morte
A desfiguração putrificada do meu corpo
Será isso?
Isso que tenazmente me deixa só?

Sozinho e solitário
Um fardo pesado demais
Talvez reconhecendo minha morte
Livre estaria desse fardo...

Minhas lagrimas escondidas
Meus suspiros reprimidos
Uivos de aflição e desesperança
Estou profundamente triste...

Tristeza que me consome
Ela é a própria experiência da morte
Já anunciada antes de meu velório
Oh! Como desejo sua libertadora chegada!

Porque sou tratado como morto!
Como desejo alguém que me lembre...
Que me faça sentir a vida
Que ainda estou vivo!

A angústia aqui na noite
Sou uma alma amaldiçoada...
Fadada a vagar penosamente
Sozinha, mas não totalmente solitária...
Acompanhada da morte!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Enclausurado


Assombrado pela angustia
Me vejo preso por sentimentos...
Tristeza me agarra violentamente
Vampiros tiram minha vitalidade...

A solidão se torna a única companhia
As lagrimas são contidas
E meu interior se contorce
Agonizando estou por esperança...

Meus olhos já não ousam
Ousam tocar o vislumbre de você
A solidão me entorpece
Sua companhia me adoece
Agrava minha dor...

Já não posso mais
Divisar sua indiferença...
Não suporto mais
Sentir sua lacuna
Uma lacuna de sua presente ausência...

Se fora uma amante...
Pelo menos fugiria...
Obrigar-me-ia a esquecer!
Mas, como fugir de você...
Humanidade?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Simplesmente caído...



Minha alma está sozinha
Você já olhou para ela?
Angústia secou meus lábios
Mãos soando frio
É a tormenta
Dentro da minha alma...

Delírios dos fantasmas...
De tantas e tantas almas
Sozinhas quanto a minha!
A tormenta da alma...

Deixe-me estar sozinho
Eu que estou aqui
Adaga penetrante em meu coração
Outrora era ele vivo e alegre
Agora penetrado sutilmente.

Perdi a capacidade de pensar
Pensamentos perturbados
Alarido perturbadamente insuportável
Estou caído
Simplesmente caído...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Lunático


Eu fugi...
Caminhei até esmorecer
Sai de perto da sua presença
Busquei o inalcançável...

Eu fugi...
Muitas lagrimas ocultas
A agonia solitária de minha alma
Não sinto...

Pessoas ao meu lado
Circunstancias variadas...
Caminhando em slow motion
No contraste do mundo!
Não mais o meu mundo...

Sem contato...
Preciso parar de fugir..
O que devo fazer?

A indiferença me sussurra nos ouvidos
Sair andarilho pela terra...
Não! Estaria fugindo...

Preciso arrumar
Tal como manutenção
Sonda lunar
Pra voltar...

Só não preciso
Querer sair de uma vez
Sem gravidade não há queda
Somente a segurança
A segurança do interior lunático...

É aqui...
Pra onde devo fugir...
Salvação não existe
A não ser em mim

Posso voltar...
Sintonizar novamente o contato
Mas, sempre disposto
Sempre com a sonda lunar...
A força está em mim...

Alienação interna
Força do meu eu!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Justiça...
É revitalizante falar de tal virtude
É bom estar protegido por sua pureza.
Mas quando ela vê brechas em ti?

Continua sendo revitalizante?
Quem a traz?
O Rei das 7 encruzilhadas
A verdade pode confrontar
E confronta...

Se não fora isso
Não seria justiça!
Ela é doce e amarga ao mesmo tempo...
Quem a traz é o Rei das 7 encruzilhadas...

Suas palavras?
Duras, ásperas...
Seus efeitos?
Justiça, segurança e paz...

Quando a voz dele for ouvida
O Rei das 7 encruzilhadas
Atente-se...
É a justiça na forma mais pura...

Só depende da tua atitude
Se for como a minha
Terás no fim só um sentimento
Gratidão!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Veneno



Deitado com escorpiões
Cobras arrastando-se por minha pele
Amigo do que dá medo
Campânia segura...

Animais “perigosos”
Talvez tenha que aprender com eles
Todo esse tempo os evitando
Mas, são mais confiáveis que você!

Meu lar tomado de umidade
Ambiente para proliferação
Dos novos amigos!

Respeito!
Eles têm nosso respeito
Ensinam-me a ter meu veneno

Estamos numa selva
A sobrevivência é imprescindível
A luta se dá com hipocrisia
Com o silenciar indiferente...

Escorpiões e cobras...
Meus mestres, meus mentores
Não ando conforme o jogo da selva
Coloco meu respeito
Tenho meu veneno
Revelo meu caráter
Se for pra dar medo
Que seja...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Rascunho


Sou apenas rabiscos
Rabiscos constantemente apagados
Borrachas ferem novamente minha alma...
Sinto que desta vez serei despedaçado
Papel apagado repetida vezes...

Sou um eterno rascunho
Um projeto que nunca se concretiza
Um Pinóquio que recebeu vida
Não posso ser daqui!

Linhas traçadas
Deslizando o lápis novamente
Minha alma ganha outros conceitos, definições
Meus olhos! Será que eles também?

Nessa prisão solitária estou
Estou pranteando novamente
A dor de ser apagado é grande
Apagado por si mesmo!

Sou apenas rabiscos
O vazio, o nada
Parecem ser verdadeiramente
O que sou!

Sou apenas rabiscos
Um eterno rascunho
Até quando minha alma suportará?

Ah! Paredes de meu coração...
Ela doem
Sinto a dor...
Oco estou!

Dói estar vazio
Ser mais um rascunho
Mas essa dor insuportável dentro de mim
Esse fardo...
É ajuda incoerente.

Múltiplos modelos
Diversos rascunhos
Um para cada ocasião

É angustiante, frustrante
Entranhas se contorcendo
A náusea da alma
O sufoco do fôlego

Meu fôlego não tem sentindo
Agora não faz importância
Como pássaro poderia partir
Pelo menos experimentaria a liberdade!

Voe fôlego meu...
Vá para bem longe
Mas, volte...
Revigorado e forte
Para que tão somente
Assim como seu vôo
Eu seja você!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Rotina


Quem sou eu?
não importa...
somente mais um entregue a insignificância da vida.
Entregue aos fardos da existência...
Sem esperança aceitando o inevitável
Na expectativa que toda expectativa morra
Para somente sobrar a paz de não ter nada mais a perder...

Felizes sãos pobres de espíritos
Os que nada têm
Onde o pouco já é muito
O coração onde habita a simplicidade...

Onde ser alguém é pelo que se faz!
Onde ser alguém é pelo que produz...
Não tenho certeza se desejo mesmo...
Não tenho certeza se quero ser alguém...

O que você enxerga quando me vê?
O que eu faço?
O que eu produzo?

Sistema mecanicamente avançado...
Uma peça descartável
Valor temporário

Eu estou congelado
Sujo de óleo
Sujo de impessoalidade

Você...
Quem é?
Por onde iniciará sua resposta?
De você ou do sistema?
Se a resposta for da peça outrora descartada
Então terei a resposta...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Duas mentes lunáticas



Fe:

Preso nos ideais
Tantos caminhos, tanta "bondade"
Todos apontam para a solução
Solução exterior de algo interior?


Lu:


Tantas angustias
tantas incertezas
não sei...
que nos levam a cada dia mais a criar um mundo interior
nos aprisionar nele...
já que esse mundo exterior
é cercado de hipocrisia e falsidade


Fe:


Me tranco no meu âmago
Um fuga temporária
se torna a hibernação de uma alma
buscando calor na frieza
Sufoco que se cria
Trancafiado, preso...
Liberdade?


Lu:


Trancafiado no meu interior
composta de urgências
alegrias e tristezas imensas
me permito experimentar os excessos e vivo de extremos
me permito viver e sentir o pulsar do meu coração
e ainda por cima ter a nítida impressão que no final do tempo
ainda tenho tempo para pensar no que aqui fui
Todos os dias a vida permite me valorizar
descobrir, reavaliar quem sou ou o que gostaria de ser.


Fe:


Não consigo fugir...
Fantasia é força entorpecente
deus do meu próprio mundo
o que crio...
se torna eu!
Não consigo fugir...
de ser resumidamente
o produto da fuga!


Felipesfr (eu) e Luciane Chaves

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A sua alma




Estou desaparecendo, o nada é meu destino...
Construímos nossos alicerces no vão
Uma hora tem que ruir!
O nada volta a ser...

Ser nada, vazio...
Não existem escolhas, preferências...
Só existe o âmago da existência
A pura desconstrução!

Sentir-se vazio...
Mórbido pela ausência de cores...
Não desejo ornamentos...
Somente aquilo que me enche
Aquilo que me constrói!

O que me constrói?
O que se relaciona perfeitamente
O que se encaixa perfeitamente
Na minha essência...

Não importa...
O tipo de material...
Nobre, pobre...
Quando se está vazio...

Quando se está vazio...
O verdadeiro valor é manifestado
O supérfluo eliminado...

Esse material, tão valioso...
Não são coisas...
Ele passa ser sua essência!
A sua alma!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Assuntos Inacabados

TEXTO FOI FEITO PARA SE LER COM CALMA, SE ESTIVER FAZENDO ALGO MAIS, FAVOR NEM LER.

MAIS UMA COISA, NÃO ESCREVO CONTOS DE FADAS COM A EXPRESSÃO: E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE!

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Telefone toca!
Envolto de sonolência Gustav se remexe nos lençóis, franze as sobrancelhas incomodado pelo barulho. Pega o telefone e com voz distante diz:
- Alô!
- Oi Gustav! – Responde uma voz doce e misteriosa.
- Quem está falando? – Pergunta Gustav!
- Não reconheces a minha voz? A gente conversou muito semana passada, tu estavas com teus amigos e tu não paravas de me olhar.
- Como vou saber? Eu olho para tanta gente, na verdade, tem pessoas que me cumprimentam na rua e eu nem sei quem é.
- O que eu sou para você? O que sua namorada é para você? O que você é para você?
O telefone é desligado pela pessoa da voz doce e misteriosa, Gustav fica segurando o telefone perplexo. Seus pensamentos ficam perturbados e ele perde todo o sono que tivera outrora quando atendeu a ligação.
Seu sono fugiu, e seus únicos pensamentos foram direcionados para a voz doce e misteriosa.
- Quem é essa pessoa? Pelo menos pela voz, acho que é mulher. – Pensa Gustav.
O alarme do despertador soa e Gustav, olha distante para o aparelho com uma face desprovida de interesse. O barulho que o incomodava e lhe fazia querer desativá-lo o mais rápido possível foi dissipado. Ele levanta e se dirige ao banheiro para escovar os dentes e tomar banho. Os vizinhos do apartamento abaixo acostumados com suas canções no banho ficam estranhando o barulho do chuveiro e a ausência de canto. Estava lá Gustav, tomando banho como naturalmente faz toda a manha, no entanto, suas mãos ensaboadas deslizavam muito mais suaves e vagarosamente limpando seu corpo. Hipnotizado pelo acontecido, estava Gustav olhando para o nada, seus atos eram sempre automáticos e irracionais.
Saindo de casa, Gustav desce as escadas em vez do elevador, vai à garagem caminhando lenta e contemplativamente. O porteiro estranha sua reação, pois o senhor Gustav (como o chamava) sempre entrava na garagem rapidamente e com a face demonstrando responsabilidade, independentemente de como ele se desloca procurando seu carro, o porteiro permanece sentado em sua gruta. Saindo com seu carro, começa a observar os carros em sua volta, o tráfego, e numa reação instintiva quase animal seus olhos ficam arregalados quando avista um outdoor no meio de estrada com as três perguntas da voz doce e misteriosa: O que eu sou para você? O que sua namorada é para você? O que você é para você?
Seu coração dispara tal como as batidas rápidas e consistentes de um beija-flor, Gustav reduz a velocidade e num momento de total introspecção pergunta a sua consciência se estava ficando louco, ou se de fato estava realmente olhando a realidade. Como que em milésimos de segundos, ele tem um insight de que está num sonho do qual não pode acordar. Adrenalina pulsando por suas veias, outrora a única experiência que tivera que se aproximasse desse estado de tensão era suas rotineiras e fúteis manhas que acordava tal como se liga um eletrodoméstico na luz, instantaneamente que os olhos se abriam ele já estava transbordando de preocupações, compromissos, festas de glamour. Não obstante, a adrenalina que estava em suas veias, era a confrontação anônima, misteriosa e mística. Olhando para os lados e percebeu que cada pessoa, cada ser vivente estava contemplando-o como se estivessem fazendo as mesmas perguntas da voz doce e misteriosa e do outdoor. Sua consciência confusa lançava turbilhões de teorias sobre todo o ocorrido, nenhuma delas o fazia sossegar sua mente, pelo contrário, se sentia perdido. Seu coração batia forte, sua mente viajava, seu corpo estava mole, as pessoas o contemplando, a mensagem do outdoor, a voz doce e misteriosa. Sua mente não encontrava chão, sua mente não encontrava segurança, ele olhava para os lados alarmado e imagina seu pedido de socorro para seus colegas de trabalho, no entanto, se deu por conta que eles estavam muito ocupados com suas tarefas. Não tinha ninguém, não sentia ninguém, estava isolado. Nesse percurso de tempo, nasce em seu coração sentimentos confusos e conflitantes, sentimentos que foram há muito tempo esquecidos, a saudade, o carinho, o afeto. Não tinha certeza da convicção que seu coração o estava direcionando, pois mesmo dentro dessa loucura, ele tinha a percepção que eram as únicas coisas que precisava.
-Socorro! Deus me ajuda! To ficando louco! Eu quero minha mãe, minha namorada! Eu quero me sentir seguro com eles. - Grita Gustav.
Depois desse grito sua mente silencia. Silêncio totalmente brando, como aquele alivio de saber que se fez a coisa correta. Surge um barulho estranho em seus ouvidos, como que pulsões de seu próprio coração, acha estranho o som, depois se da por conta que os barulhos são como via na TV, quando alguém estava hospitalizado. Toda a atmosfera apavorante se desfaz, Gustav sente seu corpo como que vencendo a gravidade, quanto mais alto mais nítido é o som do aparelho, sua mente fica entorpecida e na rapidez de um piscar de olhos está deitado sem conseguir abrir os olhos, na total escuridão ouvindo cochichos de pessoas, pelo som da voz, reconhece sua mãe e sua namorada, falando com pesar. Instantaneamente que reconhece o tom de voz da mãe e da namorada, seu coração dispara, o som que pulsa, acompanha suas batidas. Percebendo essa alteração, sua mãe e namorada se aproximam e cada uma pega uma mão, a freqüência cardíaca aumenta cada vez mais, a emoção toma conta do leito e do quarto do hospital, vazia tempos que não se tinha a oportunidade de expor sentimentos. Emocionado, reconhece o valor de estar junto de quem se gosta, tem a resposta para as três perguntas. Num impulso de emoção e arrependimento, na tentativa de abraçá-las permanece imóvel. Sua mente sonolenta em razão dos fortes medicamentos estava totalmente amedrontada, não queria acreditar no que estava óbvio. Nesse instante, Gustav escuta passos se aproximando e escuta uma voz pausada e triste afirmando que Gustav teve um enfarte e que a vida agitada e as más refeições o levaram para esse quadro, de coma. Sua consciência inacessível se transtorna mais uma vez. Seu único desejo é estar com sua mãe, sua namorada.
Dizem que antes de morrer, enfrentamos nossos assuntos inacabados, seu corpo não se permitiu morrer sem que esses assuntos fossem de fato resolvidos. Paradoxalmente foi a morte que o trouxe de volta para o que realmente importava.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pessoa*



Multidão ao meu redor
Sozinho na multidão?
Tudo que vejo são vultos...
Semblantes pálidos e perplexos!
Olhares distantes, foco distorcido!

Vejo interrogação...
Destino cruel, esse humano!
Superficialidade particularmente universal
Padronização escondendo vazio...
Multidão disfarçando a solidão.

Não vejo introspecção...
Fuga é visivelmente simplificada...
Atalho rápido para respostas rápidas!
Pedaços apodrecidos da nossa consciência
Morta por vazias conclusões!

Vejo rebanhos...
Seguindo passos mútuos...
Caminhando sem rumo!
Distração, brinquedos novos!
Tecnologias modernas...
Interior esquecido!

Vejo ritmo freneticamente veloz...
Negligenciando o sendo
Desvairadamente fazendo...
Futilmente existindo!

Vejo vácuo...
Seu senso de segurança...
Sofisma alimentado pela impessoalidade...
Paradoxalmente na multidão!

*O termo pessoa vem do latim "persona" e era o nome duma máscara que os actores gregos usavam no teatro. Através desta, cada ator assumia o seu papel, a sua personagem.



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Quero somente...





Deixe-me sair...
Talvez seja coisa da minha cabeça!
Mas acho que estou caindo,
Aquela sensação alienante...
Não consigo pensar em mais nada!

Meus passos se tornam cada vez mais pesados
Meus olhos vão perdendo o brilho
Minha boca não se permite mais nem balbuciar...

Minha visão está comprometida...
Tantos anos no escuro buraco
Não tenho mais consciência do que estou vendo...
Tudo parece uma grande miragem...

Avisto tudo de longe...
Como espectador de minha própria vida!
Quanto tempo mais?
A vida é correr atrás do vento...

Luto, todos os dias...
A perda diária!
Cada dia uma nova perda...
Talvez precise perder tudo
Talvez precise de seus olhos...

Não quero ver por você...
Não quero nada de você...
Não quero...
Quero somente seu olhar...
Quero ser enxergado!

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Vampiro e a Donzela




Sob a alta neblina dessa madrugada
Vagando por penumbras ruas
Outrora pisadas pela juventude jubilante
Quando a bola de fogo aquecia
E onde borboletas navegavam
Nas suaves brisas...

Sob a ofuscada luz da lua
Olhando limitadamente o horizonte
Nebulosamente fechado
Caminhava errante
Privado da vida que outrora foi descrito
Solitário nas noites.

Cada passo uma lembrança
Coração parado, mudo sem batidas
Solitário e andarilho
Esperando desesperançosamente
Que a luz o acompanhe na madrugada.

Sob a alta neblina dessa madrugada
Avistada ainda sem forma
Pela distorção da neblina...
Coração estranhamente batendo
Fazia anos que já não mais batia.

Merina! Grita a concubina do umbral da porta
Coração batendo, alma sentindo pela pronuncia de teu nome
Desejo teu sangue!
Minha mordida em ti Oh! Merina!
É a vida mesmo aqui na escura noite
A eterna companhia...
Maldição que será compartilhada contigo
Um fardo pesado de solidão
Que será junto de ti...
Dando-me a vida de tua companhia.

Criaturas...


...fugindo de criaturas abomináveis
Ausência de vida, ausência...
Vazia ausência, distorção...
Caminhando rapidamente por gélidas paisagens
Criaturas me seguindo, coração congelado!

Amortecido pelo medo...
Não tenho mais sentidos!
Cadáver perambulando...
Esquecido da vida presente
Agulha penetrando seu coração
Angústia intensa crescendo interiormente
Fuga inútil...

Perguntas sem respostas...
Questionamentos conflitantes!
Não tenho abrigo seguro...
Lagrimas são os rastros que deixo
Eles me acham pelos rastros de lagrimas!
Choro compulsivo...
Criaturas que se alimentam de lagrimas?

Medo! Estou com medo...
Caminhando em estrada de areia,
Madrugada sem luz...
Barulhos das folhas encontrando-se
A dança que a brisa impõe!

Criaturas chegando...
Socorro! Ajuda... Alguém ai?
Sussurro interno: Não tenha medo!
Criaturas se aproximando...
Sussurro interno Não tenha medo!
Sussurro vindo do nada, vindo da dona das criaturas...
A noite então, do meu lado fica...

Batalha! Criaturas dissipando-se...
O que fiz?
Enfrentei-as!
Criaturas de meu próprio medo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ousaria adentrar na escuridão?
O medo que tens de quem é?
Na escuridão só vai estar VOCÊ!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Lobisomem e a Lua!




O que está por trás de um momento?
Sentimentos angustiantes...
Solitários na presença do tempo...
Debaixo da lua, sobre seu manto misterioso!
Talvez o lobisomem seja...
Talvez ele seja fruto desses momentos...
Momentos eternos...
Torturas de fantasmas...
Desesperanças...
Insônia obstinada em torturar-me
Remexendo na cama, eu levanto e me lanço...
Pedra caindo do penhasco
Eu me lanço ao meu desespero!
Não tenho forças, é o lobisomem que surge dentro de mim.
O animal primitivo procurando cura...
Sendo encarado como nocivo!
A lua responsável por sua transformação?
Lua cheia?
O que de tão especial na lua que libera meu lobisomem?
Meu uivo é considerado perigo...
Mas a lua entende meu uivo...
É uivo de socorro...
Agora vejo...
Dilacerado pelo tempo eu vejo...
Não é a lua...
É o momento que continua presente.
A lua não é sua causa...
Ela é simplesmente minha única ouvinte...
Tenho coragem de revelar meu intimo para ela!
Meu intimo quebrado por esse momento estático e frio
Não é a lua...
É sua companhia real...
O uivo a ser ouvido nas casas dos temerosos...
Não é de um monstro...
Não tenha medo de meu uivo
É só uma alma gritando com seu interior
É deixar-se levar pelo animal
Na esperança da cura
Eu ataco?
Sim, ataco...
Eu desejo estar só...
A dor é forte de mais para razão
Só a lua compreende!
Então me deixo ser tomado pelo lado instintivo...
Pelo âmago de meu ser
Porque só ali existe a força necessária...
Não condenes um lobisomem se um de teus entes
Por ele for atacado!
É sua maneira de estar só com a única que lhe entende
A lua cheia!
Contemplando seu uivo e lhe dando consolação temporária
Nessa loucura de existência!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009




sofridos na escuridão
aceitando o fardo pesado da vida
descobrindo meu proprio valor
vejo meu sangue escorrendo...
vampiros lambendo minha pele encharcada de sangue...
na escuridão eu nasci
na escuridão eu vivo
meu sangue escorrendo pelo chão
é o pedido de socorro
o socorro ilusório
a felicidade inexistente e utopica...

preciso encontrar o caminho de volta
a volta para aquilo que é meu
preciso me desintoxicar do veneno...
o veneno das mascaras...
que a dor que sinto agora
agonia penetrante em minha alma
permita-me ser forte...
permita-me transformar meu sangue em veneno
que possa ser venenoso para aqueles que desejam me dragar...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Vazio..





Há dentro de mim
Uma caverna escura e fria...
Vazia, e habitada pelo vácuo..

Sentimentos do nada, atitudes equivocadas...
Meu universo é meu, somente eu o vivencio.
Mas, porque meu Deus... Por quê?
Porque não pode nascer algo de nobre em mim?
E porque não me considero nobre?

Eu me contorço..
Tal como se torce uma roupa molhada...
Esperando que desse movimento saia algum fluido..
Como a água que escorre da roupa torcida!

Queria uma nova existência...
Esperança?
Olha onde estou?
Olha como me sinto?
Olha como estou caminhando?
Tudo que vejo, é a cegueira...

Ser mais simples..
Obrigado, agradeço-lhe pelo conselho...
Mas, diga-me senso comum...
Como uma alma vazia e pobre conseguirá exercer tamanha nobreza?
Mas, diga-me individualidade distinta da minha...
Como vou agir e pensar como sua pessoa?
Mas, diga-me...
Diga-me, por favor...
Alguém me diga algo com sentido..

Só espero que saia algo de mim...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O que falta pra mim?


Vida?
O que é vida?
Não conheço a vida...
Conheço somente a morte
A frieza do vazio
A prisão do querer

Minhas escolhas...
O que fazer quando não importa as modificações,
Tudo se resume em desperdício?
Conheço a morte, minha grande amiga...
Os ensinos de finidade que ela me trás
Lançam-me ao anseio de não desperdiçar...
Ao desejo interno de conhecer a vida...

Sou privado dessa realidade
Não por forças do destino
Nem por qualquer que seja as forças
Exceto uma...
Uma única atitude minha...

O que falta pra mim?
Coragem? Ousadia?
Escutar o sábio do meu interior?

Quero romper as correntes
Arrebentar as amarras
Ser livre do padronizado bonitinho...
E ser aquilo que nasci para ser!

Noite...
Na madrugado ao seu lado
Sozinho sem influencias eu olho para dentro de mim
Vejo o que tenho me tornado e me assusto
Nas trevas silenciosas dessa madrugada
Há uma pergunta, um questionamento
Uma exploração interior que a morte e a noite me ensinaram a fazer...

O que falta pra mim?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

...



Sobre mim existe uma maldição
Não! Não posso fugir...
Não posso correr
Só posso sobreviver...

A dor dentro de mim
É a agonia de uma alma solitária
O gemido do socorro não respondido

Eu caminho e passo por ti
Você passa por mim
Não nos conhecemos
Nem sabemos nossos nomes
Mas o gemido temos em comum...

Um universo complexo
Único...
Mas, extremamente solitário...
Sua compreensão?
Impossível...
Complexo demais...
Profundo de mais...
Sublime o bastante para lançar ao chão todas as definições...

Cada lagrima escorrente no meu rosto...
Aquela parte apresentável
O que todo mundo vê de mim
Mas, eu sei! Sim, eu sei!
Lagrimas que vieram da profundidade do meu ser
Como um grito mudo de um gemido

Lagrimas que vem do profundo...
Intencionadas em revelar...
Que dentro de mim existe um rio profundo...
Águas que imploram por libertação...

Oh! Não me prive de chorar..
Porque minhas lagrimas
São a única certeza que tenho..
Que mesmo por gotas...
O rio de minha essência...
Está livre para sair...

Livre...
Preciso somente disso...
Você também anseia por isso?
Então chore...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Meu único desejo...


Dentro de uma cápsula
Preso pelo que é vão
Amarrado por cordas de dor e indiferenças
Eu caminho em direção ao nada...

Eu quero ser livre
Romper as amarras
Quebrar a cápsula

Nas reações que faço
Nos pensamentos que tenho
Tudo que sou, tudo que fui
Tudo o que serei...
Determinado está sobre mim
O fardo que carrego

Não sei o que seria
O fato de fazer valer à pena
O valor de tudo e da existência
Mas, como ignorante eu caminho
Por favor, se me ouvir, responda-me?

Respostas prontas
Por ande ando é o vale de suposições
Onde a certeza foi expulsa há muito tempo
Onde o certo é um comum acordo
Se esperando todos cumpri-los
Oh! Por favor... Ouça minha voz?

Sinto a pergunta das estrelas
A indagação da lua
A curiosidade do vento...

Sendo observado por seres noturnos
Eu caminho com suas perguntas dentro de mim
Por quem desejo ser ouvido?

O que existe além
Além da cápsula que estive preso
Todo esse tempo de distração
Oh! Você ai... Vejo sua cápsula também...
Não vejo você...
Vejo você adulterado...
Você me vê adulterado?

Por certo nesses devaneios
Eu sei que tudo que sinto é...
O desejo intrínseco da liberdade...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Apague a luz e veja


Apague a luz e veja
Todos os monstros a quem temes
Não passam de ilusões
Nada apenas que fantasias...

Apague a luz e veja
Que é nas trevas que o anjo negro vem
Mas, que ele não pode te tomar
Porque ele é produto seu
Porque faz parte de sua mente...

Apague a luz e veja
Que o medo que tens dos monstros
É infantil e decadente
Porque é o medo de um monstro só
Seu próprio interior...

Apague a luz e veja
Que é nas trevas onde nos conhecemos
Estamos atirados ao desamparo
Cristalizados, mórbidos, indiferentes...
Todos nós aprendemos que estamos sozinhos...

Apague a luz e veja
Que a solidão deseja sua companhia
Uma paciente e doce sábia
Que não cansa de ensinar...

Enfim...
Apague a luz e veja...

Algo mais...


Preso em tudo aquilo que seria bom
Eu ando pelas estradas do acaso...
Chamando Seu nome
Querendo acreditar que existe um destino...

Nas densas trevas, no vazio de sensações
Eu caminho e passo por Ti sem perceber
Tudo o que respiro é o que se foi
Tudo o que vivo são lembranças
Recordações...

O tempo torna essas lembranças dolorosas
Sinto que preciso...
Mas como obter? Como?
No contato com a realidade percebo que nada existe
De real...
O que é real? O que digo que é real?
Conformar-me-ei em me enganar?

Sinto que preciso...
Espero um dia achar
Estou caminhando sem rumo
No caminho do “acaso”
Na expectativa de existir mais que acaso...

A queda..


Sentimentos confusos que se conectam com a confusão de minha mente
O chão se dissipa e tudo perde sua beleza...
Esperando que o chão volte
Estou caindo...

Sozinho nas trevas...
Lagrimas caindo como se fosse o contorcer da alma
Preciso acalmar meu interior
A indiferença se tornou minha companheira mais intima
E me protege de me expor
Sobre o que tenho me tornado...

Estou caindo...
Mas não sei se esse abismo
Tem fim... Diga-me você “o nada”...
A onde estou indo?

“O nada” é a única companhia
Que não me desampara...
Que me ajuda a pensar...

Com a sensação da queda
Eu me seguro onde posso
Mas, eu estou aqui...
Restrito...

sábado, 29 de novembro de 2008

Profundo



O mais profundo é temido por mim,
porque o temido não é o profundo
mas porque o profundo é a realidade
do profundo vazio existencial,
Do autoconhecimento...

O profundo é temido por mim
É temido por mim...
o profundo reencontro com meu eu
a profunda confrontação com meu vazio...

O profundo é temido por mim
porque o profundo é desalienação...
é conhecimento, é confrontar equívocos...
sacudir comodismos.. Matar sofismas...
viver a essência...

Cair máscaras...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Os amantes


A lua cheia ilumina as trevas desta noite
Fazendo-me lembrar de coisas que tenho saudade...
Meus sentidos estão amortecidos
Estou privado de sentir...

Minha vida tem passado em minha frente
Momentos, momentos...
É a saudade...
Não dos momentos, não do que já passou
Mas dos meus sentidos...
Sentidos que foram sendo mortos, dia após dia...
Pela falta de amor e compreensão da nossa chamada
Civilização racional...

Viver de modo civilizado?
Matar meu coração, meus sentimentos...
Insanidade por todos os lados...
Aqui, sim! Aqui debruçado nos meus devaneios
Eu procuro minha essência...
Roubada no distanciamento “civilizado” do esperado

Eu sei lua!
Tu és testemunha, minha amante companheira aqui nas noites
Preciso nesse mar de indiferença
Encontrar minha inocente alma
Perdida na escuridão do “ideal”.

De alguma forma eu sinto...
O amor da noite sobre mim, me envolvendo...
Tal como uma noiva abandonada pelo seu noivo...
Sinto a noite também buscar alento em mim
Repudiada...
Mas não por mim, seu eterno amante...

De alguma forma, em sua compania...
Eu sinto minha alma voltando ao meu corpo
E transformando esse cadáver civilizado
Em um ser, temido e ameaçador
Para a cauterização dos coadjuvantes...

Eu sei lua!
Eu sei noite!
Quão doce é alma que se permite
Envolver-se em sua melancolia
Permitindo que o mórbido seja o inimigo de sua conformidade e comodismo.

domingo, 23 de novembro de 2008

O transeunte



Nesta noite fria e escura um grito é ouvido
Pela indiferença pesada do nada...
Criaturas da noite calam-se percebendo
Quem lá vem um eterno morador da escuridão...
Eu queria ver dentro de mim a vida
Mas sei que no final estamos todos desamparados.
Começa a trovejar, o mais perto que consigo chegar da luz...
Sem planos e sem nada que possa ser considerado nobre
Estou mórbido, vagando sozinho pelas penumbras ruas
Tentando achar o que de fato nem sei o que é
Fugindo do que está me matando...
Na minha face já se percebe lagrimas caindo
E suplicas sendo lançadas à fria indiferença da noite
Como em histórias infantis eu anseio por um final feliz
A noite sempre me coloca diante do meu medo...
Dentro de mim está um aperto, não quero deixar
Tento e quero encontrar algo que me faça respirar
Estou sem ar...
No vácuo entre uma pessoa e um qualquer
No vácuo escuro, frio, indiferente da minha vida...
Criaturas na noite observam-me
Lá vem o amaldiçoado!
Eu sinto suas murmurações há meu respeito
Com minha face curvada eu passo...
Eu posso estar passando por você nesse momento
E você pode estar passando por mim
Será que você também é uma criatura da noite como eu?
Quantas máscaras você usa para disfarçar sua fútil vida?
Mas, estou aqui na noite sem amanhecer...
Esperando que de alguma forma possa amanhecer...
Esperando poder mensurar de novo a luz em minha face...
Talvez, tudo isso...
Talvez a vida...
Talvez o frio...
Talvez a morte...
Simplesmente queiram minha amizade...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Perguntas logo quando acordo
Perguntas quando vou dormir
Convivendo com a frieza do silencio
Aceitando minha realidade...

Preciso encontrar meu caminho
Não sou uma classificação
Não sou um numero frio
Sou uma variável de vivencias...
Sou o desejo e expectativa
Sou o que ainda vai surgir...

Tantas perguntas me fazem me isolar
E descobrir que viver é mais do que existir
Não terei todas as respostas
Não vou saber tudo o que quero
Mas saberei valorizar o que vivo...
De resto, fica um vazio,
Talvez algo para mostrar nossa pequenez...
Mas é nas trevas...
Na obscuridade do não descoberto...
Que tornamo-nos conscientes que é nós e nós.
Que respostas prontas são a busca pela luz ilusória
E que respostas só no porão da nossa escura vida.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Silêncio...
O que é?
Por favor, me explique você subjetividade desconhecida
Nosso tempo passa, tudo acaba!
Dentro de mim está vazio...
Definições são fúteis
Explicações infinitas
Especulações no vão
Preciso achar o valor
Daquilo que pode me fazer ser!
Preciso achar meu caminho...
Palavras ao vento
Perguntas sem resposta
Silencio tem sido minha resposta.
Sobre o sol, sobre a lua
Eles são testemunha
O vazio de estar sendo sem ser
Adormecido em meus pensamentos
Imerso em minha insanidade
Você desconhecida obscuridade
Me faça real...
O que é?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Nada tem sentido!



podem me chamar de deprimido, anormal ou coisas do tipo,
mas é fato que a humanidade seria feliz se conseguisse aceitar que nada tem sentido,
que tudo não passa de simples e fracas suposições que são quebradas por outras mais elaboradas...
como seriamos mais humildes...
se deixarmos que a relatividade fosse nosso guia,
se deixarmos nossa prepotência de lado e assumíssemos nossa posição de ignorantes.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ambição Vampirica


Uma existência vazia é o que sinto
Em cada segundo que passa, mais perto da morte, mais perto do fim
A insignificante predestinação de uma vida que encontrará um caixão.

Meu coração se comove na tristeza, está seco e perdeu o brilho
Dentro de mim está somente a escuridão de um nada
Queria a eternidade!
Quero a eternidade, porque é insignificante apostar numa vida de fim.

Quanta distração, quanto entretenimento fútil assumimos sobre nós
Isso, simplesmente pra mascarar a realidade do fato dicotômico...
Uma vida inteira é jogada em vão... pela insignificância de viver!
E pelo fim que tira do começo sua beleza.

Sinto-me gelado e mórbido.
Buscando...
Esperando...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


Dentro do meu interior está o que é minha percepção
A manifestação da putreficação mórbida
A paralisia me domina, o medo que me causa, essa minha existência
Existência sem viver, sentir sem sentimento...

O fardo de perceber que não existe ajuda
Que ajuda verdadeira é a minha mesma
A noite, a escuridão que ela traz
A reação da humanidade de se recolher à noite
É a fuga, de perceber interiormente sua própria natureza mórbida.

O que é felicidade para mim é tristeza para outros..
Inútil é a vida, tudo não vai passar de uma lembrança com saudades...
Quantos conflitos a lua já testemunhou...

Não sinto a mim mesmo..
Estou amortecido...
Não sinto as pessoas...
Estou distante....
Não sinto a vida...
Estou morto...
Todos nós já estamos mortos, nesse jogo sanguinário de existir!

Quero viver, deixar a morte ser minha conselheira...
Que a morte me ajude, me ajude a viver minha vida com profundidade...
Porque nessa existência a única expressão real é
O silencio expressivo de um “sei lá”.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

O que vou escrever aqui?
O que posso afirmar?
Que conclusões posso tomar sobre tudo isso? Sobre minha vida?

Estou no caminho da descoberta
tentando vencer as camadas cristalizadas
dos conceitos gerados
pelo suposto saber dos acontecimentos passados.

No caminho da descoberta
existe sempre um guia
mas para mim ele falta
paradoxalmente é a vida

O que vou escrever aqui?
O que posso afirmar?
Que conclusões posso tomar sobre tudo isso? Sobre minha vida?

A obscuridade não é ruim
é nesse estado de solidão interior
que a conclusão de não ser ruim
é o contato com meu eu

O guia emergindo do dissipar
quando a luz das ilusões forem dissipadas
a partir da beleza da obscuridade me
fazendo descobrir-me

O que vou escrever aqui?
O que posso afirmar?
Que conclusões posso tomar sobre tudo isso? Sobre minha vida?

Penso, logo existo?
No pêndulo entre existir ou não existir
Nas trevas o que vejo é o nada
Mas, o que vejo é real?
O que me fará ver?
O que me fará existir nesse pêndulo?
Você, minha ignorância...
Deixou as marcas da frieza
O vazio dentro de mim
É a suposta realidade de não existir
O que me fará acordar?
O que me fará perceber que existo?
A existência do meu eu
Existência que é superior há ocupar um espaço
A existência surge do silenciar
Deixar meus demônios emergirem
Porque é difícil pensar sobre si
Porque sobre si estão maldições
Maldições que fugimos e sabemos que temos
Simplesmente por agir sem existência.
O sentido vem quando penso que não tem sentido em nada..
tudo é ilusão e na ilusão eu coloco o sentido que quero para as coisas....
a vida é um constante "iludir-se"

Das escolhas de minha vida
hoje sou
o que hoje sou
determina o que serei

O que tenho me tornado?
o que tem brotado do meu interior?
qual o peso de minhas escolhas?
diante da morte tudo perde o sentido

O que tenho me tornado
rotina e distração?
Vocês amortecem toda minha possível ação
preciso da noite
do seu silêncio
de sua obscuridade

Todo mundo seguindo sua rotina
cada dia mais perto do fim
negando o inevitável
e vivendo sem sentido.
Os sentimentos colocados no papel
Uma tentativa de falar com ele
O próprio encontro com meu eu no papel
A própria conclusão dele

O sofrimento quieto que tenho
Compartilho com as palavras para ele
O papel é tudo que tenho
Quem me consola é sempre ele

Quem mais pode compreender?
O papel se torna meu refúgio
O único capaz de me compreender
Porque coloco palavras duras nele e recebo refúgio

Meu papel, meu único amigo
Suas palavras que são minhas
Ajudam-me a refletir, meu amigo
E tomar atitudes pelas conclusões minhas.



















Viva, ande, aprenda...
O que me dizem?
Na caminhada você aprende...
Como se tudo fosse produção em série...
Oh, não quero ser mais um...

E se na caminhada não aprendo o que deveria “aprender”?
E se o que aprendo é diferente?
Porque é necessário ser igual para ser bom?

Estou preso em mim mesmo
Porque o que vejo é a rejeição?
A caminhada foi tão diferente para mim...
Já posso ouvir os sussurros internos
Dizendo...

E se na caminhada não aprendo o que deveria “aprender”?
E se o que aprendo é diferente?
Porque é necessário ser igual para ser bom?

Meu sofrimento é estar preso
Preso dentro de mim
Querendo aprender...
Mas, ao mesmo tempo...
Confuso...
E eu...
Porque não consigo?
Porque não desperto o amor de alguém?

E se na caminhada não aprendo o que deveria “aprender”?
E se o que aprendo é diferente?
Porque é necessário ser igual para ser bom?

Meu coração sangra e chora...
Porque a solidão que me acompanha é real Aprendi a ama - lá...
E o sangue de amor que agora escorre É a fome de enfim ser amado...
Oh, doce solidão...
No amor que aprendi a ter por você...
Ensine-me! Ensine-me!
A ser EU!